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Sobre o autor
António Feliciano de Castilho

Nasceu em Lisboa no dia 28 de Janeiro de 1800 e faleceu na mesma cidade, no dia 18 de Junho de 1875. Aos seis anos, por motivo do sarampo, cegou. Não obstante isso, seguiu estudos regulares, graças ao auxílio de seu irmão Augusto Frederico, concluindo, ambos, em 1821, o curso de Direito Canónico na Universidade de Coimbra.

Obras publicadas

Musa de Cristal (1843)

Um dos seus trabalhos mais conhecidos, esta obra é uma coletânea de poesias com caráter moral e educativo, valorizando a pureza, a virtude e a sensibilidade. Foi amplamente utilizada como material de leitura e estudo nas escolas portuguesas do século XIX.

Cartas de um Mestiço (1838)

Obra de caráter didático e reflexivo, em que Castilho combina narrativa epistolar com ensinamentos morais. Através das cartas, aborda temas de educação, costumes e sentimentos humanos, reforçando a função pedagógica da literatura.

Cartas de Volúpia e Esperança (1827)

Coleção de poesias líricas em forma epistolar, que traduzem os anseios e emoções da juventude romântica. A obra destaca-se pelo uso do lirismo e da musicalidade da linguagem, tornando-se um exemplo do romantismo português inicial.

Cartas de Echo e Narciso (1826)

Obra poética que marca os primeiros passos de Castilho na literatura, combinando influência clássica com sensibilidade romântica. Explora temas como o amor, a amizade e a natureza, refletindo sentimentos pessoais através de cartas imaginárias entre personagens.

António Feliciano de Castilho na APCSA

António Feliciano de Castilho é uma das figuras mais marcantes da literatura portuguesa do século XIX e um dos maiores intervenientes da questão Coimbrã.

A Questão Coimbrã foi uma intensa polémica literária e cultural em Portugal (1865-1866) entre o romantismo tradicional, representado por António Feliciano de Castilho, e a nova geração de escritores realistas de Coimbra, como Antero de Quental e Teófilo Braga, que criticavam o atraso cultural e o conservadorismo literário, defendendo uma renovação estética e ideológica influenciada pelo Realismo e Naturalismo europeus, marcando o início do Realismo em Portugal. 

 

​Em 1865, Castilho, um poeta romântico consagrado, publicou um posfácio elogioso ao "Poema da Mocidade" de Pinheiro Chagas, aproveitando para criticar a "Escola de Coimbra" (jovens estudantes) por falta de "Bom Senso e Bom Gosto", acusando-os de obscuridade e de subverter a poesia.


Em reconhecimento da sua importância cultural e pedagógica, a APSCA (Academia Portuguesa de Cultura e Solidariedade de Águeda) dedica-lhe uma sala permanente, integrada no seu espaço cultural.​

​A APSCA criou uma sala dedicada a António Feliciano de Castilho com o objetivo de preservar a sua memória e aproximar a comunidade do seu legado literário e educativo.

O espólio do autor António Feliciano de Castilho foi doado à APCSA pelo Sr. José Rodrigues, no ano de xx, natural de Travassô, residente atual de Cascais.

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